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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

O ESTILO BLOND ALE SEGUNDO O BJCP

Por Letícia Souza Gomes e Artur Neves


O BJCP (Beer Judge Certification Program) define as diretrizes de estilo para cerveja. Nesse guia podemos encontrar todos os estilos conhecidos até hoje, analisando a cerveja sob todos os aspectos: cor, aroma, sabor, corpo, densidade, teor alcoólico e muito mais.

Blonde Ale

Aroma: Aroma adocicado de malte de baixo a moderado. Aromas frutados de baixos a moderados são opcionais, mas aceitáveis. Pode apresentar aroma de lúpulo de baixo a médio, que pode refletir quase qualquer variedade. Sem diacetil.

Aparência: Cor de amarelo claro até dourado profundo. De cristalina a brilhante. Colarinho branco de baixo a médio, com persistência de fraca a boa.

Sabor: Leve dulçor de malte inicial, com uma leve característica de malte (como pão, torrada, biscoito e trigo). Sabores de caramelo são tipicamente ausentes. Ésteres de baixos a médios são opcionais, mas comuns em muitos exemplos. Sabor lupulado de leve a moderado (qualquer variedade), mas que não deve ser agressivo demais. Amargor de baixo a médio, mas com equilíbrio tendendo ao malte. Finaliza médio-seco com algum dulçor. Sem diacetil.

Sensação na Boca: Corpo de leve-médio a médio. Carbonatação de média a alta. Suave, sem amargor agressivo ou adstringência.

Impressão Geral: Cerveja artesanal americana fácil de beber, agradável, focada no malte.

História: Atualmente é produzida por muitas microcervejarias e brewpubs americanos. Há variações regionais (muitos brewpubs da Costa Oeste produzem versões mais assertivas, como pale ales), porém na maioria dos territórios americanos essa cerveja é desenvolvida como uma cerveja para introdução às cervejas artesanais.

Comentários: Em adição às American Blonde Ales mais comuns, essa categoria pode também incluir as Summer Ales inglesas modernas, as americanas de estilo semelhante às Kölsch e as Pale Ales americanas e inglesas menos assertivas.

Ingredientes: Geralmente todos os tipos de malte, mas pode ser incluído até 25% de trigo maltado e alguns açúcares adjuntos. Qualquer variedade de lúpulo pode ser usada. Leveduras americanas tradicionais, inglesas levemente frutadas e Kölsch. Podem ser feitas com levedura lager ou maturadas a frio. Algumas versões recebem adições de mel, especiarias e/ou frutas, contudo se algum destes ingredientes for mais forte que o sabor de fundo, a cerveja deve ser posicionada nas categorias de Specialty, Spiced ou Fruit Beers.Versões de extrato devem utilizar somente aqueles mais claros e evitar a caramelização na fervura.

Estatísticas: OG: 1,038 – 1,054

IBUs: 15 – 28 FG: 1,008 – 1,013

SRM: 3 – 6 ABV: 3,8 – 5,5%

OG – Original Gravity: Densidade Original. Medida da densidade do mostoantes da fermentação, que varia com a quantidade de açúcares em solução.

IBU – International Bittering Units: Unidades Internacionais de Amargor. Escala referente ao amargor do lúpulo.

FG – Final Gravity: Densidade Final. Medida da densidade do mosto fermentado. A relação entra a OG e a FG ajuda a estimar o teor alcoólico da cerveja final.

SRM – Standard Reference Method: Método Padrão de Referência, relativo à cor da cerveja, sendo valores mais baixos para cores mais claras e valores mais altos para cores mais escuras.
ABV – Alcohol by Volume: Volume de álcool por volume total de líquido (álc./vol.). Expressa o teor alcoólico.



CERVEJAS NACIONAIS:

·         Imaculada Blond Ale

·         Bierland Bruxa Blond Ale

·         Benedith Vila de Minas

·         Noi Avena

·         Jahu (Canoinhense)




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