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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

OS PRÓS E OS CONTRAS DO MERCADO NACIONAL DECERVEJAS ESPECIAIS

Por Letícia Souza Gomes e Artur Neves


Novos negócios em produção e serviços se proliferam e ganham cursos com informações sobre o mercado e caminho das pedras na burocracia nacional. Muitos dos novos empreendedores da cerveja tiveram o primeiro contato com o mercado profissional através de um hobby: o de produzir a própria cerveja. Muitos dos rótulos hoje disponíveis nas prateleiras de grandes redes de supermercado e balcões de bares especializados foram originalmente criados na panela de um cervejeiro caseiro. E antes de chegar ao copo do consumidor passaram por um longo processo que envolve aprovação do Ministério da Agricultura (MAPA) e pode levar até dois anos. Nada que os faça desistir. Basta entrar numa feira de cerveja e ver os estandes desses novos rótulos lotados de gente ávida por informações para ter certeza que ainda há muito espaço para crescer.
No Brasil, a cerveja é considerada legalmente cerveja quando possui, no mínimo, 55% de cereais maltados em sua composição. Isso é pouco, pois faz com que sua qualidade seja muito inferior às outras cervejas que não fazem uso de adjuntos cervejeiros que são usados por grandes cervejarias para baratear os custos de produção, como arroz e milho. As cervejas especiais são produzidas com 100% de cereais maltados, com ou sem a presença de aditivos, com lúpulos de uma ou mais variedades, fermentos de qualidade, entre outros aspectos da receita,  para que o produto final tenha qualidade, cores, aromas, sabores e corpo, nos mais variados estilos produzidos. 
O mercado de feiras especializadas em cervejas artesanais é mais um indicativo da ebulição que vive o setor. A expectativa de organizadores é de um crescimento anual de 20% a 30%. Um bom exemplo é o Mondial de la Bière, que acontecerá no Rio, de 20 a 23 de novembro de 2014. . A marca canadense que aportou no Terreirão do Samba, no ano passado, ganha em novembro sua segunda edição com espaço 25% maior e expectativa de atrair 23 mil visitantes, 15% a mais que no ano passado.
Mas, nem tudo são flores... Mesmo em franca expansão, o mercado interno sofre com obstáculos, carga tributária exorbitante e falta de logística que, muitas vezes, deixa uma cerveja artesanal nacional mais cara do que uma cerveja importada. A falta de uma cadeia nacional de fornecedores, a cobrança de impostos em cascata nas operações internacionais e interestaduais, a precariedade da logística interna e a burocracia, enfim, ainda são muitos os problemas...
FONTE: O GLOBO/por Karine Tavares
              MONDIAL DE LA BIERE RIO
 





 
 
 

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