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segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

HOCUS POCUS DNA ABRE AS PORTAS EM BOTAFOGO

Por Letícia Souza Gomes e Artur Neves



HOCUS POCUS DNA ABRE AS PORTAS EM BOTAFOGO - 
DIVULGAÇÃO


Localizado numa área pouco explorada do bairro, tap room da cervejaria leva experiência da comida de rua para um espaço com ambiente aconchegante e criativo

Depois de fazer sucesso em feiras gastronômicas e casas especializadas, era a chegada a hora da Hocus Pocus ir além e oferecer uma experiência completa para quem é fã das criações da cervejaria. Um ambiente ao mesmo tempo aconchegante e criativo, gastronomia descomplicada - mas inovadora -, músicas que fazem a trilha sonora do dia a dia dos sócios e pronto: estava completa a receita do Hocus Pocus DNA, tap room que acaba de abrir as portas em Botafogo.
Uma antiga oficina mecânica, em uma área pouco explorada do bairro, dá lugar ao novo espaço, que pretende promover a revitalização da região. O ambiente, assinado pela Tavares Duayer Arquitetura, é moderno e despojado, com parede de tijolos e vigas de madeira aparentes, mesões comunitários, prateleiras para apoio de bebidas, poltronas garimpadas em brechós e mesas na calçada. Vasos de plantas estão estrategicamente espalhados pelas paredes, prateleiras e teto, em projeto paisagístico de Clarice Perrone.
"É uma extensão da casa da Hocus Pocus. É para apresentar ao público o que a gente bebe, o que a gente come, o que a gente ouve. Tudo o que tem no espaço é para mostrar o que a gente pensa e anda consumindo, seja no Rio de Janeiro, pelo Brasil ou pelo mundo", resume Vinicius Kfuri, mestre cervejeiro da Hocus Pocus e sócio do espaço ao lado de Natasha Brust Pulitini, Álida Walvis, Pedro Butelli, Bruno Mansur, da cervejaria, e Rodrigo Brites e João Pedro Badue, do Dogaria, foodtruck de hot-dog em estilo nova-iorquino, que ficava estacionado no local onde agora funciona o tap room.
As estrelas são as 14 torneiras, seis com chopes da Hocus Pocus e quatro com marcas convidadas, mais um soft drink (como o mate da casa, R$ 7) e um coquetel — a casa fará uma seleção de drinques on tap com as principais influências da coquetelaria carioca, apostando nessa tendência -, além de duas convidadas.
Entre as pratas da casa, estão a APA Cadabra (R$ 13 o copo de 330 de ml), uma American Pale Ale com 5,2% de ABV ("alcohol by volume" ou álcool por volume, ou seja, a gradação alcoólica) e aroma cítrico e resinoso que lembra maracujá; a Interstellar (R$ 14), uma India Pale Ale com aromas de manga e maracujá, com sabor de lúpulo extremo para uma IPA de "apenas" 7,0%; a Hush (R$ 12), uma Amber Ale criada em parceria com o chef Rafa Costa e Silva, do restaurante Lasai, feita com malte caramelizado e 5,5% de ABV, e a Magic Trap, uma Belgian Strong Golden Ale de aroma frutado que lembra a banana, levemente adocicada e com 8,5% de gradação alcoólica. A Hocus Pocus DNA também vai apresentar em suas torneiras cervejas sazonais da marca, em edições especiais limitadas.
Para quem não conhece todas as opções de chope da casa ou não consegue escolher um tipo só, uma boa pedida são os flights, degustações de quatro chopes (R$ 35). Eles também podem vir acompanhados por embutidos artesanais ou queijos. Outra aposta para os cervejeiros de carteirinha são os growlers, recipientes próprios para quem quiser levar chope para casa. "Quando você compra cerveja em garrafa, ela já foi pasteurizada. A ideia é que o cliente leve o produto mais fresco possível para casa, como se estivesse tomando direto do tanque", compara o mestre cervejeiro e sócio Vinicius Kfuri.
Para acompanhar as criações da cervejaria, foi convocado o chef mineiro Aylton Viana, que trabalhou em São Paulo com chefs Wagner Resende (Parigi Bistrot), Bel Coelho (Clandestino) e Checho Gonzales (O Mercado), e no Rio no Aprazível e no Refeitório, na Lapa, do qual é ex-sócio. "Faço uma cozinha bem simples, mas com bastante amor. Gosto de cozinhar como antigamente, faço pratos como rabada, sanduíche de carne assada. Mas também peguei a experiência do pessoal da casa com a culinária de diversos lugares e fiz algumas releituras", conta.
Foi da comida de rua internacional que surgiram no cardápio receitas como as Bitterballen (R$ 15), porção de dois bolinhos fritos de linguiça artesanal e molho bechamel, inspirados na receita holandesa; a Bocata de bacalao (R$ 35), versão "psicodélica" do sanduíche de bacalhau típico do País Basco, com pimentões coloridos, azeite e tapenade de azeitonas pretas, mel e hortelã, servido com ovos de codorna; e o Broodje Kroket (R$ 24), saboroso sanduíche de croquete de língua com mostarda no pão de leite, feito a partir da comida de rua de Amsterdã.
O chef também aposta nas surpreendentes azeitonas empanadas (R$ 10), no Caetano Boloso (R$ 28), porção com cinco cremosos bolinhos de moqueca de peixe, e no sanduíche de carne assada (R$ 27), carne marinada por um dia e assada por quatro horas, servida com pão de cacau com cerveja (da Arte Conventual), maionese de agrião e pimenta biquinho.
Uma pedida mais leve é o churrasquinho de polvo (R$ 32), que traz os tentáculos cobertos com azeite de páprica e grelhados, servidos com batata-doce e vinagrete de cebola-roxa, pimentões coloridos, tomate e alho-poró. Para os veganos, a casa oferece o Pad Thai (R$ 28), macarrão taliandês de arroz com cebola-roxa, alho-poró, shiitake do Umami Cogumelos e couve-flor empanada na Magic Trap com molho tonkatsu.
No quesito sobremesas, preparadas pela sous-chef Jeyce Valente, o alto nível se mantém. O Space Cookie (R$ 23), feito com chocolate belga ao leite e branco, chega à mesa em uma panelinha superquente, acompanhado por uma bola de sorvete de baunilha da Sorvete Local. Já o bolo de chocolate (R$ 14) é um delicioso exagero: servido no pote, tem recheio, cobertura e pedaços de chocolate. A rabanada (R$ 21) tem um toque especial: é feita com calda suave que combina maçã, limão, laranja, canela e cardamomo.
"A ideia aqui é também sempre ter alguma coisinha nova, que não esteja no cardápio, seguindo a sazonalidade dos alimentos", explica o chef Aylton Viana. "O lugar estará sempre em mutação: as torneiras vão ser diferentes, o cardápio vai mudar, o ambiente e a decoração também, artistas vão poder ocupar as paredes com seus trabalhos. O cara vai vir aqui, tomar uma cerveja e comer alguma coisa e, quando voltar, está completamente diferente. Estamos sempre buscando ideias novas e vamos trazer para o espaço", define Vinicius Kfuri.




SERVIÇO:
Hocus Pocus DNA
Rua Dezenove de Fevereiro, 186 - Botafogo (4107-3107).Funcionamento: Terça e quarta, das 18h à meia-noite. Quinta e sexta, das 18h à 1h. Sábado, das 18h às 2h. Domingo, das 16h as 23h. Não abre segunda.
Cartões: Mastercard e Visa, crédito e débito. 45 lugares.
Acesso para pessoa com deficiência com banheiro adaptado.


hocuspocusdna.com
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