terça-feira, 26 de agosto de 2014

ELA ESTÁ DE VOLTA! CERVEJA BENEDITH GAULESA PORTER - CERVEJARIA BENEDITH – UBERLÂNCIA (MG)

Por Letícia Souza Gomes e Artur Neves


“O nome Benedith é uma homenagem aos monges beneditinos, que ao longo da história da cerveja muito contribuíram para evolução dos processo de fabricação de cervejas. Na Europa em dias atuais, ainda existem diversos mosteiros beneditinos que fabricam cervejas. Os famosos Trapistas são todos derivados da ordem beneditina, alem de outros mosteiros e abadias que não são trapistas mas também são beneditinos. O nosso objetivo e colher conhecimentos, informações e idéias e desenvolver receitas próprias de cervejas e assim contribuir de alguma forma no fortalecimento da cultura cervejeira no Brasil.” (FONTE:CERVEJARIA BENEDITH)

Lançada em 2013, a cerveja Benedith Gaulesa Porter está de volta. Uma Robust Oatmeal Porter, essa receita leva aveia torrada em sua composição (dry-out de aveia torrada). A aveia confere uma boa cremosidade a essa cerveja escura. ABV 7%. 38 IBU.
 





 

LANÇAMENTO DA CERVEJA DARK ROOM VICTORIOUS DUBBEL – CERVEJARIA WALS (BH)


Por Letícia Souza Gomes e Artur Neves

No início de setembro, mais uma novidade no mercado cervejeiro nacional. A Cervejaria Wals, de Belo Horizonte, em parceria com a cervejaria californiana Anderson Valley criaram uma cerveja escura que leva ameixas em sua composição. Trata-se da cerveja Dark Room Victorious Dubbel. O lançamento será em lote único.
A cerveja Dark Room Victorious Dubbel é uma comemoração dos títulos alcançados pelas duas  cervejarias na categoria Dubbel, no World Beer Cup 2014 nos Estados Unidos. A Wäls ganhou ouro e a Anderson Valley o Bronze. Parabéns à Cervejaria Wals por mais essa conquista e pela parceria com a Cervejaria Anderson Valley!




 
 

 

 

LANÇAMENTO DA DOUBLE PERIGOSA WOOD AGED 15,1% - CERVEJARIA BODEBROWN


Por Letícia Souza Gomes e Artur Neves


No próximo mês, a Cervejaria Escola Bodebrown – Viva La Revolucion, de Curitiba,  estará lançando a cerveja mais alcoólica já feita na cervejaria. É a Double Perigosa em edição limitadíssima. Pré-venda Double Perigosa Wood Aged 15,1% envelhecida em barris de carvalho francês. Com certeza esse rótulo será muito disputado! Quem quer experimentar, corra para o site e reserve as suas garrafas...





 

 

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

O ESTILO SCHWARZBIER SEGUNDO O BJCP

Por Letícia Souza Gomes e Artur Neves

O BJCP (Beer Judge Certification Program) define as diretrizes de estilo para cerveja. Nesse guia podemos encontrar todos os estilos conhecidos até hoje, analisando a cerveja sob todos os aspectos: cor, aroma, sabor, corpo, densidade, teor alcoólico e muito mais.

Schwarzbier (Black Beer)

Schwarzbier (Cerveja Preta)

Aroma: Malte baixo a moderado, com pouco dulçor no aroma e/ou notas de malte torrado frequentemente percebidos. O malte pode ser limpo e neutro ou rico e tipo Munique, podendo ter toques de caramelo. A torra pode ser tipo a do café, mas nunca queimado. Uma leve presença de lúpulos nobres é opcional. Perfil limpo de levedura lager (leve presença sulfurosa é permitida) sem ésteres frutados ou diacetil.

Aparência: Cor de marrom médio até bem escuro, frequentemente com reflexos de cor rubi ao granada, mas nunca totalmente preta. Muito limpida. Colarinho volumoso, persistente e com tons de bege.

Sabor: Sabor de malte leve a moderado, que pode ter um perfil limpo e neutro a uma intensidade rica, doce do tipo Munique. Sabores de malte torrado de leves a moderados podem fornecer um paladar de chocolate amargo que persiste no final, mas nunca com gosto de queimado. Amargor de médio-baixo a médio, que pode persistir no final. Sabor de lúpulos nobres de leve a moderado. Perfil limpo de lager sem ésteres frutados ou diacetil. O retrogosto tende a ficar lentamente seco e permanece, com amargor de lúpulo com um fundo complementar, mas bem sutil, de tostado. Algum dulçor residual é aceitável, mas não é obrigatório.

Sensação na Boca: Corpo de médio-leve a médio. Carbonatação de moderada a moderadamente alta. Suave. Sem adstringência ou aspereza, apesar do uso de maltes escuros e torrados.

Impressão Geral: Uma lager alemã que equilibra o sabor torrado, embora suave, dos maltes com o amargor moderado de lúpulos.

História: Uma especialidade regional do sul de Thuringen ao norte da Francônia, na Alemanha, e provavelmente uma variante do estilo Munich Dunkel.

Comentários: Em comparação com a Munich Dunkel, é normalmente de cor mais escura, mais seca no palato e com um perceptível (mas não forte) toque de malte torrado que equilibra a base de malte. Mesmo sendo chamadas às vezes de "Black Pils", estas cervejas raramente são tão escuras: não espere sabores fortes de torrado como nas porters.

Ingredientes: Malte Munique e Pilsen alemães para a base, complementados por uma pequena quantidade de maltes torrados (como o Carafa) para a cor mais escura e sabores leves de tostado. É preferível utilizar lúpulos nobres e levedura lager alemães.

Estatísticas: OG: 1,046 – 1,052

IBUs: 22 – 32 FG: 1,010 – 1,016

SRM: 17 – 30 ABV: 4,4 – 5,4%


CERVEJAS NACIONAIS:

·        Bamberg Schwarzbier

·        Petra Schwarzbier

·        Rofer Schwarzbier




 

O ESTILO KOLSCH SEGUNDO O BJCP

Por Letícia Souza Gomes e Artur Neves

O BJCP (Beer Judge Certification Program) define as diretrizes de estilo para cerveja. Nesse guia podemos encontrar todos os estilos conhecidos até hoje, analisando a cerveja sob todos os aspectos: cor, aroma, sabor, corpo, densidade, teor alcoólico e muito mais.




Kölsch

Aroma: Aroma de malte Pilsen muito baixo a nenhum. Aroma frutado sutil e agradável proveniente da fermentação (como maçã, cereja ou pera) é aceitável, mas nem sempre presente. Aroma baixo de lúpulo nobre é opcional, mas não é inadequado (está presente apenas em uma pequena minoria das versões autênticas). Algumas leveduras podem acrescentar uma leve característica vinífera ou sulfurosa (esta é também opcional, mas não um defeito).

Aparência: Cor de dourado muito pálido até dourado claro. As versões autênticas são filtradas para obter uma limpidez brilhante. Colarinho delicado que pode não ser persistente.

Sabor: Paladar suave e arredondado, composto do equilíbrio de sabor entre o malte suave bem atenuado, um dulçor frutado quase imperceptível proveniente da fermentação e um amargor de médio-baixo a baixo, com uma secura delicada e um leve amargor no final (mas sem agressividade no retrogosto). O sabor de lúpulo nobre é variável e pode ser de baixo até moderadamente alto (a maioria vai de médio-baixo a baixo). Um ou dois exemplos (a Dom é a mais proeminente) possuem um dulçor de malte de início. Algumas versões podem ter um caráter levemente mineral ou sulforoso proveniente da água ou levedura que acentua a secura e o equilíbrio de sabor. Algumas versões podem ter um leve sabor de trigo, apesar de que isso seja bem raro. Do contrário é limpa, sem diacetil ou álcoois superiores.

Sensação na Boca: Macia e com final bem definido (crisp). Corpo médio-leve, mas com algumas versões que podem ter corpo médio. Carbonatação de média a médio-alta. Geralmente é bem atenuada.

Impressão Geral: Uma cerveja limpa, com final bem definido (crisp) e delicadamente equilibrada, normalmente com sabores e aromas de frutas bem sutis. Maltosidade subjugada do inicio ao fim leva a um sabor picante, refrescante e agradável no fim. Para o degustador pouco treinado pode ser facilmente confundida com uma lager leve, uma Pilsner um tanto sutil ou talvez uma Blonde Ale.

História: O termo Kölsch é protegido pela Kölsch Konvention e está restrito a aproximadamente 20 cervejarias dentro e nos arredores de Colônia (Köln), na Alemanha. A Konvention define apenas a cerveja como uma “Vollbier leve, altamente atenuada, com lúpulo acentuado, límpida e de alta fermentação”.

Comentários: Servida em copos altos e estreitos de 200 ml chamados de “Stange”. Cada cervejaria de Colônia produz uma cerveja com caráter diferente, interpretando a Konvention de forma diversa. Deve-se permitir uma gama de variações dentro do estilo quando julgado. Note que as versões mais secas podem parecer mais lupuladas e amargas que as especificações de IBU podem sugerir. Em decorrência de seu perfil de sabor delicado, a Kölsch tende a ter uma validade relativamente pequena (exemplares mais velhos podem apresentar defeitos por oxidação). Algumas cervejarias de Colônia (Dom e Hellers, por exemplo) estão produzindo cervejas jovens e não filtradas, conhecidas como Wiess (que não devem ser enquadradas nesta categoria).

Ingredientes: Lúpulos nobres da Alemanha (Hallertau, Tettnang, Spalt ou Hersbrucker). Malte Pilsen alemão ou pale. Leveduras ale com alta atenuação e floculação. Até 20% de trigo pode ser usado, mas isso é bastante raro nas versões autênticas. A água pode variar de extremamente mole a moderadamente dura. A mosturação com rampa de temperaturas é tradicionalmente usada, porém bons resultados podem ser alcançados com infusão simples a 65ºC. Fermentadas em temperaturas frias de ale (15-18ºC) e maturada por, pelo menos, um mês. Contudo, algumas cervejarias de Colônia fermentam a 21ºC e maturam por não mais de duas semanas.

Estatísticas: OG: 1,044 – 1,050

IBUs: 20 – 30 FG: 1,007 – 1,011

SRM: 3,5 – 5 ABV: 4,4 – 5,2%


OG – Original Gravity: Densidade Original. Medida da densidade do mostoantes da fermentação, que varia com a quantidade de açúcares em solução.
IBU – International Bittering Units: Unidades Internacionais de Amargor. Escala referente ao amargor do lúpulo.
FG – Final Gravity: Densidade Final. Medida da densidade do mosto fermentado. A relação entra a OG e a FG ajuda a estimar o teor alcoólico da cerveja final.
SRM – Standard Reference Method: Método Padrão de Referência, relativo à cor da cerveja, sendo valores mais baixos para cores mais claras e valores mais altos para cores mais escuras.
ABV – Alcohol by Volume: Volume de álcool por volume total de líquido (álc./vol.). Expressa o teor alcoólico.


CERVEJAS NACIONAIS:

·         Bamberg Kolsch

·         Eisenbahn Kolsch

·         Terapia Kolsch

·         Baldhead Kolsch
 
·          Morada Kolsch




 
 
 
 

O ESTILO BROWN ALE SEGUNDO O BJCP

Por Letícia Souza Gomes e Artur Neves


O BJCP (Beer Judge Certification Program) define as diretrizes de estilo para cerveja. Nesse guia podemos encontrar todos os estilos conhecidos até hoje, analisando a cerveja sob todos os aspectos: cor, aroma, sabor, corpo, densidade, teor alcoólico e muito mais.

American Brown Ale

Brown Ale Americana

Aroma: Maltoso doce e rico, que muitas vezes possui qualidades de chocolate, caramelo, nozes e/ou tostado. Aroma de lúpulos tipicamente de baixo a moderado. Algumas interpretações do estilo podem apresentar um aroma de lúpulo mais forte, caráter cítrico de lúpulos americanos e/ou aroma fresco de dry-hopping (todos são opcionais). Ésteres frutados de moderados a muito baixos. O caráter de malte escuro é mais robusto do que em outras Brown Ales, ainda que não chegue perto de ser como uma Porter. O malte e o lúpulo são geralmente equilibrados. Diacetil de moderadamente baixo a nenhum.

Aparência: Cor de castanho claro a castanho muito escuro. Límpida. Colarinho de quase branco a levemente bege, de pequeno a moderado.

Sabor: Sabor maltoso de médio a alto (normalmente com sabores de caramelo, tipo tostado e/ou chocolate), com amargor de médio a médio-alto. O final de médio a médio-seco promove um retrogosto que possui tanto malte quanto lúpulo. O sabor do lúpulo pode ser de leve a moderado e ainda, opcionalmente, possuir caráter cítrico. Ésteres frutados de muito baixos a moderados. Diacetil de moderadamente baixo a nenhum.

Sensação na Boca: Corpo de moderado a moderadamente alto. Versões mais amargas podem possuir impressão seca e resinosa. Carbonatação de moderada a moderadamente alta. Versões mais fortes podem ter calor alcoólico no final.

Impressão Geral: Pode ser considerada uma interpretação maior, com mais malte e lúpulo do que uma Northern English Brown Ale ou uma Brown Porter com mais lúpulo e menos malte, normalmente incluindo a presença de notas acentuadamente cítricas dos lúpulos de variedades americanas.

História/Comentários: Uma cerveja escura, com bastante sabor e bem lupulada que se originou dos cervejeiros caseiros americanos. Associada com a American Pale Ale e American Amber Ale, embora com maior caráter de caramelo e chocolate, que tende a equilibrar o amargor do lúpulo e o final. A maioria das American Browns comerciais não são tão agressivas quanto as versões originais dos cervejeiros caseiros e alguns exemplos artesanais. Brown Ales tão fortes quanto IPAs devem ser inscritas na categoria Specialty Beer (23).

Ingredientes: Malte pale bem modificado, americano ou não, e malte cristal e outros mais escuros devem complementar a lista de grãos. Lúpulos americanos são típicos, mas lúpulos ingleses e nobres também podem ser utilizados. Água com quantidade moderada de carbonatos pode equilibrar apropriadamente a acidez do malte escuro.

Estatísticas: OG: 1,045 – 1,060

IBUs: 20 – 40 FG: 1,010 – 1,016

SRM: 18 – 35 ABV: 4,3 – 6,2%

OG – Original Gravity: Densidade Original. Medida da densidade do mostoantes da fermentação, que varia com a quantidade de açúcares em solução.

IBU – International Bittering Units: Unidades Internacionais de Amargor. Escala referente ao amargor do lúpulo.

FG – Final Gravity: Densidade Final. Medida da densidade do mosto fermentado. A relação entra a OG e a FG ajuda a estimar o teor alcoólico da cerveja final.

SRM – Standard Reference Method: Método Padrão de Referência, relativo à cor da cerveja, sendo valores mais baixos para cores mais claras e valores mais altos para cores mais escuras.

ABV – Alcohol by Volume: Volume de álcool por volume total de líquido (álc./vol.). Expressa o teor alcoólico.

CERVEJAS NACIONAIS:

·         Klein Brown Ale

·         Colorado Titãs Brown Ale

·         Kurupira Brown Ale

·         Ranz Brown Ale e muito mais!!!
 



 

 

domingo, 24 de agosto de 2014

IMAGENS QUE FALAM POR SÍ...

Por Letícia Souza Gomes e Artur Neves

A boa cerveja, a cerveja especial ou artesanal está muito bem representada por imagens ao redor do mundo. Escolha o seu rótulo preferido ou descubra novos sabores e curta! Deguste! Harmonize!